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Calculadora de Comprar vs Arrendar (Custo Total)

Compara em poucos passos o custo total de comprar e de arrendar a mesma casa, com entrada, prestação e custos de posse incluídos.

O resultado actualiza automaticamente.

Valor de compra do imóvel que estás a considerar

Capital próprio que vais usar desde o início, sem recorrer a crédito

Taxa nominal anual (TAN) esperada para o crédito à habitação

Duração total do contrato de crédito à habitação, em anos

Valor da renda de um imóvel equivalente ao que estás a comparar

Número de anos durante os quais vais viver no imóvel, para efeitos de comparação

Soma anual de IMI, seguro do imóvel e manutenção estimada

Custo total a comprar

166 364 €

Entrada, prestações pagas e custos de posse ao longo do horizonte definido

Custo total a arrendar

108 000 €

Soma das rendas pagas ao longo do mesmo horizonte

Prestação mensal estimada do crédito
769,70 €
Capital amortizado no final do horizonte
37 688 €
Diferença entre comprar e arrendar
+58 364 €

Nestas condições, arrendar fica mais barato do que comprar ao longo do horizonte definido.

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Como funciona

1

Indica-se o preço do imóvel a comparar e a entrada ou capital próprio a usar.

2

Define-se a taxa de juro anual e o prazo do crédito à habitação correspondente.

3

Introduz-se a renda mensal de um imóvel equivalente, na mesma zona e com características semelhantes.

Fórmula

P = M × i / [1 − (1+i)^−n]; Comprar = E + (P × min(H,N) × 12) + (C × H); Arrendar = R × 12 × H
M — Montante financiado (preço do imóvel menos a entrada)
i — Taxa de juro mensal (taxa de juro anual dividida por 12); quando a taxa introduzida é nula, a prestação resulta da simples divisão do montante financiado pelo número de prestações
n — Número total de prestações do crédito (prazo em anos vezes 12)
P — Prestação mensal constante do crédito, pelo sistema francês de amortização (tabela Price)
E — Entrada ou capital próprio inicial
N — Prazo do crédito, em anos
H — Horizonte de comparação escolhido, em anos
C — Custos anuais de posse do imóvel: IMI, seguro e manutenção
R — Renda mensal de um imóvel equivalente

Fontes:

Como funciona o cálculo

Comprar ou Arrendar: Como Comparar o Custo Total

Decidir entre comprar e arrendar não se resume a comparar a prestação do crédito com a renda mensal. A entrada, os custos de posse do imóvel e o tempo que se pretende ficar na casa pesam tanto quanto a prestação na conta final. Esta calculadora soma as duas contas, lado a lado, ao longo do horizonte de tempo que se escolher.

Como se chega ao custo total de cada opção

O custo total de comprar junta três parcelas: a entrada paga de uma vez no início, a soma das prestações do crédito pagas ao longo do horizonte escolhido e os custos anuais de posse, como o IMI, o seguro do imóvel e a manutenção. A prestação calcula-se pelo sistema francês de amortização, também conhecido como tabela Price, que mantém o valor da prestação constante ao longo de todo o prazo, variando internamente o peso dos juros e do capital amortizado.

Do lado do arrendamento, a conta é mais simples: a soma das rendas mensais pagas ao longo do mesmo horizonte, sem entrada nem custos de posse associados. A calculadora mostra ainda quanto capital se amortiza no crédito até ao fim do horizonte escolhido, uma forma de perceber quanto da dívida inicial já ficou paga, independentemente da valorização ou desvalorização do imóvel.

O que esta comparação não inclui, e porquê

Esta calculadora compara despesa efectivamente paga, não património final. Não assume uma valorização ou desvalorização do imóvel ao longo dos anos, porque essa evolução depende da localização, do estado do mercado e de factores que nenhuma fórmula consegue prever com rigor. Também não desconta o retorno que o capital da entrada poderia gerar se fosse investido em alternativa, nem assume um crescimento automático da renda ao longo do horizonte escolhido. Quem quiser incluir essas variáveis deve tratá-las como cenários adicionais, correndo a calculadora mais do que uma vez com pressupostos diferentes.

Em compensação, a comparação ganha simplicidade e transparência: cada parcela do resultado é rastreável até um campo que se pode alterar, sem números escondidos dentro de uma fórmula fixa. É essa transparência que permite perceber, por exemplo, por que razão horizontes curtos tendem a favorecer o arrendamento, já que a entrada e os custos iniciais do crédito se diluem por menos tempo.

Erros comuns ao comparar comprar com arrendar

O erro mais frequente é olhar só para a prestação mensal e ignorar a entrada, tratando-a como se não fosse um custo. A entrada é dinheiro que deixa de estar disponível para outra finalidade, e entra na conta do lado da compra tal como qualquer outra despesa.

Outro erro comum é esquecer os custos de posse do imóvel. Quem arrenda não paga IMI nem acompanha de perto o estado da cobertura ou da instalação eléctrica; quem compra, sim. Ignorar essa parcela faz a compra parecer sempre mais vantajosa do que é na prática.

Há ainda quem compare uma renda desactualizada com a prestação de um crédito recém-simulado, ou o inverso. Para a comparação ter sentido, a renda de referência deve corresponder a um imóvel equivalente ao que se pretende comprar, na mesma zona e com características semelhantes, e os valores do crédito devem reflectir uma proposta bancária real ou uma simulação recente. Quem hesita entre comprar um apartamento no Porto e continuar a arrendar em Lisboa, por exemplo, ganha mais ao introduzir os seus próprios números nesta calculadora do que ao seguir uma regra genérica válida para qualquer cidade.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora serve para perceber a ordem de grandeza da diferença entre as duas opções, mas não substitui uma simulação de crédito feita junto de uma instituição de crédito, que tem em conta o perfil de risco concreto de quem pede o empréstimo. A decisão de comprar ou arrendar também depende de factores que nenhuma calculadora capta, como a estabilidade do emprego, a probabilidade de mudança de cidade a médio prazo ou a disponibilidade de poupanças para imprevistos depois da entrada. Para uma decisão informada, vale a pena cruzar este resultado com uma simulação de crédito junto de mais do que uma instituição e, sempre que o valor envolvido for elevado, com o aconselhamento de um profissional financeiro independente.

O Banco de Portugal, através do seu portal de estatísticas BPstat, supervisiona as instituições de crédito e publica as séries oficiais sobre as taxas de juro praticadas no crédito à habitação, uma referência útil para confirmar se a taxa usada nesta simulação está alinhada com o que as instituições de crédito estão a praticar.

Perguntas frequentes

É sempre mais barato comprar do que arrendar?

Não há uma resposta universal: depende da taxa de juro do crédito, da entrada disponível, da renda de referência e, sobretudo, do horizonte de tempo considerado. Em horizontes longos, a compra tende a ficar relativamente mais vantajosa, porque a entrada e os custos iniciais do crédito se diluem por mais tempo. Os valores desta calculadora podem ajustar-se a cada caso concreto para ver o resultado correspondente.

A entrada conta como custo na comparação?

Sim. A entrada é capital que deixa de estar disponível para outra finalidade no momento da compra, por isso soma-se ao custo total de comprar. Sem a entrada, a comparação ficaria artificialmente favorável à compra.

Esta calculadora considera a valorização do imóvel?

Não. A calculadora compara despesa efectivamente paga ao longo do horizonte escolhido, não o património final de cada opção. A valorização ou desvalorização do imóvel depende de factores locais e de mercado que nenhuma fórmula consegue prever com rigor, por isso fica fora do cálculo.

Que renda devo usar para comparar com a prestação do crédito?

Deve usar-se a renda de um imóvel equivalente ao que se pretende comprar, na mesma zona e com características semelhantes (tipologia, estado de conservação, localização). Comparar a prestação de uma casa com a renda de outra, muito diferente, distorce o resultado.

O que é o capital amortizado que a calculadora mostra?

É a parte do montante financiado que já ficou paga através das prestações, até ao fim do horizonte escolhido. É diferente do capital em dívida: quanto maior o capital amortizado, menor a dívida que resta do crédito nesse momento.

Quando devo consultar um profissional antes de decidir?

Sempre que o valor envolvido for elevado ou a decisão não for clara, vale a pena cruzar este resultado com uma simulação de crédito junto de mais do que uma instituição de crédito e, se possível, com o aconselhamento de um profissional financeiro independente, que pode avaliar o perfil de risco e a situação concreta de cada pessoa.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito e da situação concreta de cada pessoa. A comparação não considera a valorização ou desvalorização do imóvel ao longo do tempo, nem o retorno que o capital da entrada poderia gerar se fosse investido em alternativa. Para decisões financeiras, deve consultar-se um profissional qualificado ou a instituição de crédito.