Calculadora de Taxa de Esforço (Arrendar vs Crédito)
Compara a taxa de esforço entre arrendar e comprar casa com crédito, e descobre qual das opções pesa mais no orçamento mensal.
Num agregado com rendimento estável, a parcela que vai para a renda ou para a prestação do crédito define quanto resta para o resto do orçamento mensal. Comparar as duas taxas de esforço, a de arrendar e a de comprar, mostra qual das opções deixa mais margem financeira à família.
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Soma dos rendimentos líquidos de todos os titulares, após impostos e contribuições
Valor mensal do arrendamento que estás a considerar
Capital a financiar para a compra de um imóvel equivalente
Duração total do contrato de crédito à habitação, em anos
Taxa nominal anual (TAN) esperada para o crédito
Prestações de crédito automóvel, pessoal ou cartões já em pagamento, a somar à prestação do crédito habitação
Taxa de esforço a arrendar
Percentagem do rendimento líquido absorvida pela renda mensal
Taxa de esforço a comprar
Percentagem do rendimento líquido absorvida pela prestação do crédito e outros encargos
- Prestação mensal estimada do crédito
- 585,68 €
- Total de encargos mensais a comprar
- 585,68 €
- Diferença entre comprar e arrendar
- -9,1 p.p.
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Taxa de esforço: arrendar ou pedir crédito, qual pesa mais
Decidir entre arrendar e comprar casa em Portugal não se resolve só pelo valor da renda ou da prestação. O que importa de verdade é a fatia do rendimento que cada opção consome todos os meses, e essa fatia chama-se taxa de esforço. Esta calculadora compara as duas taxas de esforço lado a lado: a de arrendar, simples e imediata, e a de comprar com crédito, que exige calcular primeiro a prestação mensal.
Comparar os dois cenários com o mesmo rendimento como referência torna visível aquilo que à primeira vista não se nota. Duas famílias com o mesmo salário podem ficar com margens orçamentais muito diferentes, dependendo apenas de arrendarem ou comprarem.
Como se chega às duas taxas de esforço
A taxa de esforço a arrendar é a conta mais directa de todas. Divide-se o valor da renda mensal pelo rendimento líquido do agregado. Não há fórmula escondida, nem variáveis a estimar. Por ser um divisor, o rendimento líquido tem de ser um valor positivo; com um rendimento nulo, a divisão simplesmente não tem sentido e a calculadora não produz um resultado.
A taxa de esforço a comprar exige um passo intermédio. Primeiro calcula-se a prestação mensal do crédito através do sistema francês de amortização, o método usado pela generalidade do crédito à habitação em Portugal, que mantém a prestação constante ao longo de todo o prazo. Depois soma-se essa prestação a outros encargos de crédito que o agregado já tenha, como um crédito automóvel ou um cartão em pagamento faseado, e divide-se o total pelo mesmo rendimento líquido usado no cenário de arrendamento. Num cenário hipotético de taxa de juro igual a zero, a prestação resulta apenas do montante dividido pelo número de prestações, sem juros a acrescentar.
O resultado são duas percentagens directamente comparáveis, mais a diferença entre elas em pontos percentuais. Essa diferença diz, de forma objectiva, qual das duas opções deixa mais margem no orçamento mensal da família.
O que considerar antes de decidir em Portugal
A prestação do crédito à habitação depende do montante financiado, do prazo escolhido e da taxa de juro contratada. Qualquer um destes três factores muda o resultado de forma significativa. Um prazo mais longo reduz a prestação mensal, mas aumenta o total de juros pagos ao longo do contrato. Uma taxa mais alta sobe a prestação sem que o montante financiado mude.
A avaliação de solvabilidade feita pelas instituições de crédito segue um critério mais exigente do que esta comparação directa. Simula a prestação com um agravamento da taxa de juro, para testar se o agregado aguenta uma subida futura. O Banco de Portugal acompanha este indicador numa recomendação dirigida às instituições de crédito, que fixa limites e cria uma margem reduzida de excepções. Esta calculadora usa a taxa contratada, sem esse agravamento, porque o objectivo aqui é comparar arrendar com comprar, não reproduzir a avaliação de solvabilidade de um banco.
Vale a pena lembrar que o arrendamento tende a actualizar-se todos os anos, enquanto a prestação de um crédito a taxa fixa se mantém estável durante décadas. Quem compara apenas o primeiro ano arrisca-se a subestimar como a renda evolui ao longo de um arrendamento longo.
Erros comuns nesta comparação
O mais frequente é comparar rendimento bruto com prestação ou renda, quando a taxa de esforço só faz sentido sobre o rendimento líquido, aquele que entra de facto na conta depois de impostos e contribuições. Usar o rendimento bruto baixa artificialmente a taxa de esforço e dá uma falsa sensação de margem.
Outro erro é esquecer encargos de crédito que já existem fora da habitação. Um crédito automóvel ou um cartão em prestações soma-se ao numerador da taxa de esforço a comprar, mas fica muitas vezes de fora da conta que as famílias fazem em casa.
Um terceiro erro é comparar valores de imóveis diferentes nos dois cenários. Para a comparação ter sentido, a renda e o crédito devem corresponder a imóveis com características semelhantes, no mesmo tipo de localização.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora serve para comparar cenários e orientar a decisão, mas não substitui a avaliação de solvabilidade feita por uma instituição de crédito, que pondera também o historial de cumprimento do agregado, a estabilidade do vínculo laboral e a relação entre o montante pedido e o valor do imóvel dado em garantia. Antes de assinar um contrato-promessa, compensa sempre confirmar as condições reais junto de um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que compara propostas de várias instituições.
O Banco de Portugal é o supervisor das instituições de crédito em Portugal e publica, através do BPstat, as séries oficiais da Euribor e das taxas de juro implícitas no crédito à habitação e ao consumo. O regime dos contratos de crédito relativos a imóveis, consolidado no Decreto-Lei n.º 74-A/2017, estabelece a obrigação de avaliação de solvabilidade que enquadra a comparação entre arrendar e contrair crédito.
Perguntas frequentes
Como se calcula a taxa de esforço ao arrendar e ao comprar?
A taxa de esforço a arrendar obtém-se dividindo o valor da renda mensal pelo rendimento líquido do agregado. A taxa de esforço a comprar divide a prestação mensal do crédito, somada a outros encargos de crédito existentes, pelo mesmo rendimento líquido. A prestação calcula-se pelo sistema francês de amortização, com valor constante ao longo do prazo escolhido.
Que rendimento devo usar nesta calculadora?
O rendimento a considerar é o rendimento líquido mensal do agregado, ou seja, a soma dos rendimentos de todos os titulares depois de descontados o IRS e as contribuições para a Segurança Social. O rendimento bruto não reflecte o dinheiro que entra de facto na conta e distorce a comparação.
A prestação do crédito mostrada aqui é igual à que o banco vai propor?
É uma estimativa pelo sistema francês de amortização, o método mais usado no crédito à habitação em Portugal, calculada a partir do montante, do prazo e da taxa introduzidos. O valor final de uma proposta bancária pode incluir seguros obrigatórios e comissões que esta calculadora não contempla, por isso serve para comparar cenários, não para substituir uma simulação formal.
Porque devo incluir outros créditos na comparação?
Porque a taxa de esforço a comprar mede o total de encargos de crédito do agregado, não só a nova prestação. Um crédito automóvel ou um cartão em prestações consome rendimento todos os meses da mesma forma, e deixá-los fora dá uma taxa de esforço artificialmente baixa.
O que significa uma diferença grande entre as duas taxas de esforço?
Mostra que uma das opções deixa claramente mais margem no orçamento mensal do agregado. Uma diferença grande a favor de comprar costuma reflectir uma entrada significativa ou uma taxa de juro baixa. A favor de arrendar, costuma reflectir um mercado de crédito mais caro ou um montante elevado a financiar. A margem adicional não dispensa a análise do risco de cada opção ao longo dos anos.
Quando devo consultar um profissional antes de decidir?
Sempre que a diferença entre as duas taxas de esforço for pequena, ou quando existem outras responsabilidades de crédito que tornam o cálculo mais complexo do que esta comparação directa. Um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal compara propostas de várias instituições e ajuda a perceber a margem real disponível para o perfil do agregado.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 13 de outubro de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação específica de cada agregado. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.
