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Calculadora de Juro Líquido Depósito

Calcula o juro líquido de um depósito a prazo depois da retenção na fonte, a partir do capital, da taxa e do prazo em dias.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante que vais aplicar no depósito a prazo

Taxa bruta indicada no contrato, antes de qualquer retenção

Número de dias entre a subscrição e o vencimento

Ajusta se a tua situação fiscal for diferente da taxa liberatória padrão

Juro líquido

22,44 €

Valor a receber após retenção, num prazo de 91 dias

Juro bruto
31,16 €
Retenção na fonte
8,73 €
Taxa líquida equivalente (TANL)
1,80%
Valor final líquido
5022,44 €

Taxa anual líquida, depois de aplicada a retenção na fonte.

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Como funciona

1

Indica o capital que vais aplicar no depósito a prazo.

2

Introduz a TANB (taxa anual nominal bruta) indicada no contrato.

3

Define o prazo do depósito em dias.

Fórmula

Juro Líquido = Capital × TANB × (Dias / 365) × (1 − Taxa Retenção)
CapitalMontante aplicado no depósito a prazo
TANBTaxa Anual Nominal Bruta indicada no contrato, em percentagem
DiasNúmero de dias do prazo contratado do depósito
Taxa RetençãoTaxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de capitais, em percentagem
Juro BrutoJuro calculado antes de qualquer retenção
Juro LíquidoValor que resta depois da retenção, efectivamente creditado na conta

Fontes:

  • Prática bancária portuguesa de cálculo de juro simples em depósitos a prazo de retalho, com base numa convenção de ano de 365 dias
  • Código do IRS — tributação dos rendimentos de capitais (Categoria E) por retenção na fonte

Como funciona o cálculo

Quanto rende um depósito a prazo depois do imposto

Um depósito a prazo anuncia sempre uma taxa bruta, mas o valor que chega à conta do aforrador é outro. Entre a taxa publicitada pelo banco e o saldo final entra sempre a retenção na fonte, aplicada automaticamente pela instituição financeira antes de qualquer levantamento. Esta calculadora isola esse mecanismo: a partir do capital, da taxa e do prazo, mostra em separado o juro bruto, o valor retido e o juro líquido que efectivamente aumenta o saldo. Alguém em Braga a comparar um depósito de curto prazo com uma alternativa no Porto passa exactamente pelo mesmo cálculo, seja qual for a instituição escolhida.

Como se calcula o juro bruto

O juro de um depósito a prazo segue a lógica do juro simples. O capital multiplica-se pela taxa anual e pela fracção do ano correspondente ao prazo contratado, contando o prazo em dias sobre uma base de 365. Um depósito de três meses (cerca de 90 dias) rende, por isso, uma fracção ligeiramente inferior a um quarto do juro anual, porque 90 dividido por 365 dá menos de 0,25. Cada instituição financeira define a convenção exacta no contrato, por isso vale a pena confirmar o valor na ficha de informação normalizada do depósito antes de comparar propostas.

A fórmula base, capital vezes taxa vezes dias sobre 365, dá o juro bruto. É esse valor, e não o juro líquido, que costuma aparecer destacado nas propostas comerciais, o que explica parte da confusão de quem compara ofertas só pela taxa anunciada.

A retenção na fonte e a opção pelo englobamento

Os juros de depósitos a prazo enquadram-se na categoria dos rendimentos de capitais do Código do IRS. A instituição financeira retém uma parte do juro bruto no momento em que o paga, entrega-a à Autoridade Tributária e credita o restante na conta do titular. Para a generalidade dos contribuintes, esta retenção tem carácter liberatório: uma vez retida, a obrigação fiscal sobre esse rendimento fica cumprida, sem necessidade de o incluir na declaração anual.

Existe, no entanto, a possibilidade de optar pelo englobamento, somando esse rendimento aos restantes rendimentos tributáveis do ano e aplicando as taxas gerais e progressivas do IRS em vez da taxa fixa de retenção. Esta opção só compensa quem tem um escalão marginal de IRS inferior à taxa de retenção liberatória, e implica englobar a totalidade dos rendimentos de capitais do ano, não apenas os mais vantajosos. É uma decisão que vale a pena simular com cuidado antes da entrega da declaração, porque uma vez optada, se aplica a todos os rendimentos da mesma categoria.

Porque é que duas propostas com a mesma taxa podem render de forma diferente

Um erro frequente é comparar apenas a TANB anunciada por bancos diferentes, ignorando que a mesma taxa nominal pode gerar juros líquidos distintos consoante a convenção de contagem de dias do contrato, a frequência de capitalização e a taxa de retenção efectivamente aplicável à situação fiscal do titular. Duas propostas com a taxa idêntica no papel podem, por isso, entregar valores finais diferentes. A forma mais fiável de comparar bancos é sempre pelo juro líquido esperado no mesmo prazo e capital, nunca pela taxa bruta isolada.

Outro erro comum é assumir que a taxa de retenção por defeito se aplica sempre, sem confirmar a situação fiscal concreta do titular. Regimes especiais, domicílios fiscais fora do continente ou contas com regras próprias podem ter taxas diferentes da geral, e o valor correcto deve confirmar-se junto da instituição financeira ou da Autoridade Tributária antes de assumir o valor por defeito de um simulador.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora assume um cenário simples de depósito a prazo com retenção liberatória padrão. Situações mais complexas, como residência fiscal parcial durante o ano, rendimentos de capitais elevados que aproximem o contribuinte de escalões de IRS mais altos, ou dúvidas sobre a vantagem do englobamento face a outros rendimentos, beneficiam de uma consulta a um contabilista certificado ou a um consultor financeiro habilitado, que analisa a declaração completa e não apenas este rendimento isolado. Vale sempre a pena guardar o extracto anual de juros que a instituição financeira disponibiliza, para confirmar que o valor retido corresponde ao esperado antes de decidir sobre o englobamento.

O Banco de Portugal é a autoridade responsável pela supervisão das instituições de crédito em Portugal, incluindo os bancos que captam depósitos a prazo, e publica através do portal BPstat as estatísticas oficiais do sistema financeiro nacional, entre as quais as séries de taxas de juro praticadas pela banca.

Perguntas frequentes

O que é o juro líquido de um depósito a prazo?

É o valor que efectivamente aumenta o saldo depois de a instituição financeira reter o imposto devido sobre o juro bruto anunciado. A diferença entre o juro bruto e o juro líquido corresponde à retenção na fonte, entregue directamente à Autoridade Tributária.

Como se calcula a retenção na fonte sobre os juros de um depósito?

A instituição financeira aplica a taxa de retenção liberatória em vigor sobre o valor do juro bruto, no momento em que o credita na conta. O valor retido é entregue ao Estado e o remanescente fica disponível para o titular do depósito.

Vale sempre a pena optar pelo englobamento no IRS?

Não. Só compensa quando o escalão marginal de IRS do contribuinte fica abaixo da taxa de retenção liberatória, e a opção aplica-se à totalidade dos rendimentos de capitais do ano, não apenas aos mais favoráveis. Convém simular os dois cenários antes de decidir.

Porque é que dois depósitos com a mesma taxa anunciada podem render juros líquidos diferentes?

Porque a taxa anunciada (TANB) não conta toda a história. A convenção de contagem de dias do contrato, a frequência de capitalização e a taxa de retenção efectivamente aplicável ao titular também influenciam o valor final. Compara sempre pelo juro líquido esperado no mesmo capital e prazo, não só pela taxa bruta.

Os juros de um depósito a prazo têm de ser declarados no IRS?

Regra geral não, porque a retenção na fonte tem carácter liberatório e a obrigação fiscal fica cumprida no momento em que o banco retém o imposto. A declaração só é necessária se o titular optar voluntariamente pelo englobamento desses rendimentos.

Quando devo consultar um profissional sobre a fiscalidade dos meus depósitos?

Sempre que a situação fiscal for mais complexa do que um simples depósito com retenção padrão, por exemplo residência fiscal parcial, elevados rendimentos de capitais ou dúvidas sobre o englobamento. Um contabilista certificado ou consultor financeiro habilitado consegue analisar a declaração completa e aconselhar com base na situação real.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 24 de setembro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou fiscal. O valor efectivamente retido depende das regras em vigor e da situação fiscal de cada titular. Para decisões sobre a tua situação fiscal, consulta um profissional qualificado ou a Autoridade Tributária.