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Calculadora de Taxa de Poupança Líquida Real

Calcula quanto rende realmente uma poupança depois do imposto retido na fonte e da inflação do período.

O resultado actualiza automaticamente.

Taxa anual bruta anunciada pelo banco, antes de impostos

Define a taxa de retenção padrão aplicável à tua situação

Ajusta se a tua situação fiscal for diferente da taxa liberatória padrão

Variação de preços esperada ou observada para o mesmo período

Montante aplicado no início do período

Número de anos a projectar

Taxa de poupança líquida real

-0,33 %

Taxa anual depois de descontar o imposto retido na fonte e a inflação do período.

Taxa líquida de imposto (antes da inflação)
2,16 %
Valor líquido nominal ao fim do prazo
11 128 €
Valor líquido real ao fim do prazo
9835 €

Evolução ano a ano

AnoValor líquido nominalValor líquido realPerda face ao nominal
110 216 €9967 €2,4 %
210 437 €9934 €4,8 %
310 662 €9901 €7,1 %
410 892 €9868 €9,4 %
511 128 €9835 €11,6 %
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Como funciona

1

Indicar a taxa de juro nominal anual bruta anunciada pelo banco.

2

Escolher a residência fiscal para carregar a taxa de retenção padrão, ou ajustá-la manualmente.

3

Introduzir a taxa de inflação anual a considerar no período.

Fórmula

r = ((1 + n × (1 − t)) / (1 + i)) − 1
r — Taxa de poupança líquida real, em decimal (multiplica-se por cem para obter a percentagem)
n — Taxa de juro nominal anual bruta, em decimal
t — Taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de capitais, em decimal
i — Taxa de inflação anual, em decimal

Fontes:

  • Equação de Fisher — relação entre taxa de juro nominal, taxa de juro real e inflação (teoria económica, Irving Fisher)
  • Código do IRS — tributação dos rendimentos de capitais (Categoria E) por retenção na fonte
  • Legislação regional dos Açores e da Madeira que reduz as taxas liberatórias de IRS, incluindo as aplicáveis a rendimentos de capitais, face ao regime geral do território continental

Como funciona o cálculo

Quanto rende mesmo a poupança, depois do imposto e da inflação

Quem poupa em Portugal costuma comparar propostas de depósitos ou contas poupança pela taxa de juro anunciada no folheto do banco. Essa taxa, a taxa nominal bruta, é só o ponto de partida. Antes de chegar ao bolso do aforrador, o rendimento perde uma parte para o imposto retido automaticamente pela instituição financeira, e o que resta ainda tem de competir com a subida generalizada dos preços para não perder poder de compra. A taxa de poupança líquida real junta as duas correcções numa só percentagem e mostra o que a poupança rendeu de facto, não apenas o número que o extrato parece sugerir.

Como a retenção na fonte e a inflação se combinam numa só taxa

Os juros pagos por contas poupança e depósitos a prazo em Portugal enquadram-se nos rendimentos de capitais, a chamada categoria E do Código do IRS. A regra geral tributa esse rendimento por retenção na fonte, aplicada automaticamente pela instituição financeira no momento em que o juro é pago, sem que o titular tenha de fazer nada. O banco calcula o imposto sobre o valor bruto, entrega-o à Autoridade Tributária e só credita na conta o remanescente. Para a generalidade das pessoas singulares, essa retenção tem carácter liberatório: cumpre, por si só, a obrigação fiscal sobre esse rendimento, sem necessidade de o incluir na declaração anual.

Depois de apurado o juro líquido de imposto, falta ainda corrigir o efeito da inflação. É aqui que entra a equação de Fisher, que relaciona uma taxa de juro com a taxa de inflação do mesmo período para obter a taxa real correspondente. A versão exacta divide o factor de crescimento da taxa líquida pelo factor de crescimento da inflação e subtrai um; existe também uma versão aproximada, que subtrai directamente a inflação à taxa líquida, mais rápida de calcular mas menos precisa quando as taxas envolvidas sobem.

A ordem das duas correcções importa. Aplicar primeiro o imposto, e só depois a inflação, dá um resultado correcto, porque cada correcção actua sobre o valor que resulta da anterior. Somar ou subtrair as duas percentagens directamente à taxa nominal, sem respeitar essa sequência, é um atalho que distorce o resultado, sobretudo quando a inflação ou a retenção sobem. Esta calculadora aplica sempre a sequência correcta e mostra o resultado passo a passo, para que a diferença entre taxa bruta, taxa líquida e taxa real fique visível.

Um resultado que surpreende quem vê isto pela primeira vez: a taxa de poupança líquida real pode ficar negativa mesmo com uma taxa nominal bruta positiva e aparentemente atractiva. Isso acontece sempre que a combinação do imposto retido com a inflação do período consome mais do que o próprio rendimento nominal gerado. O saldo em euros continua a subir, mas compra menos bens e serviços do que comprava no início, o que torna a poupança, nesse período, uma perda de poder de compra camuflada por um extrato que só parece crescer.

A taxa líquida real em Portugal: residência fiscal e referência de inflação

A taxa de retenção aplicável não é uniforme em todo o território nacional. Quem tem domicílio fiscal nos Açores ou na Madeira beneficia de uma redução sobre a taxa liberatória geral do continente, por via de legislação regional própria. O mesmo juro bruto gera, por isso, um juro líquido diferente consoante a região de residência fiscal do titular, mesmo quando o contrato e a taxa nominal contratada são idênticos. Esta calculadora deixa a residência fiscal e a taxa de retenção completamente ajustáveis, precisamente para que o resultado reflicta a situação concreta de cada pessoa, em vez de assumir sempre o regime geral do continente.

Do lado da inflação, a referência mais usada em Portugal é o índice de preços no consumidor, publicado mensalmente pelo Instituto Nacional de Estatística, e a respectiva variação homóloga. É essa série que costuma servir de ponto de partida para estimar a taxa de inflação a introduzir nesta calculadora, sobretudo quando o objectivo é avaliar um período já decorrido. Para decisões sobre o futuro, como escolher entre renovar um depósito a prazo ou procurar outra aplicação, a inflação a usar é sempre uma estimativa, e vale a pena testar mais do que um cenário antes de decidir.

Erros comuns ao avaliar o rendimento real de uma poupança

O erro mais frequente é comparar propostas de poupança apenas pela taxa nominal bruta anunciada, sem considerar que a taxa de retenção pode variar consoante a residência fiscal do titular. Duas pessoas com o mesmo contrato e a mesma taxa bruta podem ficar com rendimentos líquidos diferentes só por causa do domicílio fiscal registado no banco.

Outro erro comum é ignorar por completo a inflação do período e celebrar um ganho que, na prática, já foi anulado pela subida de preços. Uma taxa líquida positiva não garante um ganho real; só a equação de Fisher aplicada ao valor líquido, e não à taxa bruta, revela se houve de facto ganho ou perda de poder de compra.

Por fim, muita gente assume que a aproximação simples, que soma ou subtrai as percentagens directamente, serve para qualquer cenário. Essa aproximação funciona bem quando as taxas envolvidas são pequenas, mas afasta-se cada vez mais do valor exacto à medida que a retenção ou a inflação sobem, o que pode levar a decisões de poupança baseadas num número optimista demais.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora assume um cenário simples, de retenção liberatória aplicada a uma pessoa singular, e não substitui aconselhamento financeiro personalizado. Decisões que envolvam montantes elevados, horizontes de longo prazo como a reforma, dúvidas sobre a vantagem do englobamento face à totalidade dos rendimentos do agregado familiar, ou mudança de residência fiscal a meio do ano, beneficiam de uma análise feita por um contabilista certificado ou por um consultor financeiro habilitado, com acesso à situação fiscal completa de cada pessoa.

O Banco de Portugal é o supervisor do sistema bancário nacional e publica, através do BPstat, séries oficiais de taxas de juro que permitem acompanhar a evolução da remuneração da poupança e do custo do crédito em Portugal.

Perguntas frequentes

O que é a taxa de poupança líquida real?

É a taxa que resta depois de aplicar duas correcções sucessivas à taxa de juro nominal bruta anunciada por um banco: primeiro a retenção na fonte do imposto sobre os juros, depois o efeito da inflação do mesmo período. Mostra o que a poupança rendeu de facto, em poder de compra, e não apenas o número que aparece no extrato.

Como se calcula a taxa de poupança líquida real?

Primeiro aplica-se a taxa de retenção na fonte à taxa nominal bruta, para obter a taxa líquida de imposto. Depois usa-se a equação de Fisher para corrigir essa taxa líquida pela inflação do período, dividindo o factor de crescimento líquido pelo factor de crescimento da inflação e subtraindo um. A ordem das duas correcções tem de ser respeitada para o resultado ser exacto.

Porque é que a taxa líquida é diferente nas regiões autónomas?

Quem tem domicílio fiscal nos Açores ou na Madeira beneficia de uma redução sobre a taxa de retenção liberatória geral aplicada no continente, por via de legislação regional própria. O mesmo juro bruto gera assim um juro líquido superior para quem reside fiscalmente numa região autónoma, com a mesma taxa nominal contratada.

A taxa de poupança líquida real pode ser negativa?

Sim, sempre que a combinação do imposto retido com a inflação do período consumir mais do que o rendimento nominal bruto gerado. Nesses casos, o saldo em euros continua a crescer, mas compra menos bens e serviços do que comprava no início, o que representa uma perda de poder de compra apesar do extrato parecer positivo.

Que taxa de inflação devo usar nesta calculadora?

A referência mais comum é a variação homóloga do índice de preços no consumidor, publicada mensalmente pelo Instituto Nacional de Estatística. Para decisões de prazo mais longo, vale a pena testar mais do que um cenário, porque a inflação futura é sempre uma estimativa, não um valor garantido.

Quando devo consultar um profissional sobre o rendimento real da minha poupança?

Sempre que a decisão envolver montantes elevados, horizontes longos como o planeamento da reforma, dúvidas sobre o englobamento dos rendimentos de capitais no IRS, ou mudança de residência fiscal a meio do ano. Um contabilista certificado ou um consultor financeiro habilitado pode analisar a situação fiscal completa, algo que esta calculadora não substitui.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 22 de outubro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.